domingo, 19 de abril de 2015

Divagar

da brisa a tormenta e
a areia que teima em cegar meus olhos
as mentiras sobrevivem neste momento
mas te chamo,ansiosamente
neste crepúsculo deserto,
nesta quietude que a noite traz
e um canto clama por um amanhecer
em que suas  mãos encontrariam a minha
mas nesse meu divagar
meus pés acariciam as pedras 
contornadas pelo musgo macio e fresco
acima das espumas do mar
e meus bracos como as borboletas da primavera se abrem
lentamente na direção das estrelas
e envolvem toda o vazio que o mundo pode conter
e nesse voo eterno
em que a longa espera termina
vejo seus olhos no horizonte
e seu sorriso a clamar pelo meu nome.








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